Como obter mais êxito em vendas industriais

Publicado em: 08/04/2016



00000000000aaa bbb size_810_16_9_engenheiros

O tempo é um fator crítico e um recurso não renovável como todos sabem, por isso, é muito importante planejá-lo.

Onde, de que forma, com qual tipo de abordagem, quando, com quem, em busca de quais resultados, com que propósitos, por quanto tempo, a que custo, levando em conta quais circunstâncias, sendo inovador no quê e contando com quais recursos, um vendedor industrial deve investir seu respectivo tempo?

É natural que profissionais de vendas com muitos anos de mercado criem alguns vícios comportamentais. Seguem uma rotina e um ritmo, mais ou menos, automáticos, que aos poucos foram sendo adaptados ao próprio modo de ser e pensar. Passam a utilizar regularmente as mesmas técnicas de vendas e argumentações com as quais se sentem mais à vontade.Fazendo uma analogia com o futebol, seria como um atacante jogar sempre na mesma faixa do campo onde se sente melhor e, ao jogar, valer-se sempre dos mesmos truques e dribles que incorporou ao longo da vida. Isto não é ruim, pois muitos gols podem ser feitos, até que um marcador mais obstinado assimile o jeito deste atacante jogar.

O que se quer enfatizar é que: “um jogador que toma por hábito a busca contínua e variada de novos tipos de jogadas, será sempre uma incógnita, não dará qualquer chance para que seu marcador, por mais que o estude, saiba por onde e como ele vai passar com a bola da próxima vez. Isto o faria artilheiro do campeonato muito mais vezes”.

Um modo de fazer isso em vendas é responder todas as perguntas feitas no início deste texto, cada vez que uma nova visita de vendas estiver sendo programada. A prática mostra que planejar criteriosamente todas as visitas de venda é inviável. Certamente o bom senso dirá, qual visita é suficientemente importante para tanto. De todo modo, o ideal é acostumar a mente a pensar cada visita e cada negociação antecipadamente.

Quem vende por inércia, valendo-se sempre das mesmas abordagens e discursos, se torna um vendedor previsível e passa a impressão de alguém limitado, que coloca tudo o que vende dentro de uma mesma perspectiva, considerando que todos os clientes reagem de modo uniforme às propostas de vendas que faz.

Uma empresa pode fazer altos investimentos em máquinas, equipamentos, softwares e acessórios, visando tornar-se mais competitiva. Porém tudo isso não garante o êxito de empresa alguma. Todos os bens de capital que uma empresa puder adquirir no mercado, mais cedo ou mais tarde, poderão ser adquiridos, também, por seus concorrentes.

O que faz a grande diferença é a velocidade em que todo esse investimento trará retorno. Não basta ter equipamentos de última geração se não houver mão-de- obra capacitada para obter deles os melhores resultados. A inovação tecnológica, quase sempre, exige motivação e competência daqueles que farão uso dela.

A mesma Ferrari gerava resultados diferentes na mão de pilotos diferentes. No fim das contas, quem determina, pelo menos por enquanto e na maioria das vezes, os bons resultados de toda organização são as pessoas.O modo com que cada profissional encara o seu trabalho é determinante para um maior ou menor nível de êxito.

Em geral, quanto melhor se estuda o mercado, o cliente, a concorrência, os produtos e serviços, os possíveis argumentos de vendas, as mais prováveis objeções à compra ou ao preço, as necessidades e desejos de cada tomador ou influenciador de decisão, tanto melhor serão os resultados em vendas.

Frequentemente, ouve-se dizer que a teoria na prática é outra. Isto ocorre, principalmente, para aqueles profissionais que se valem sempre da mesma teoria em distintas circunstâncias e com clientes de padrão de comportamento diferentes. O que falta, muitas vezes, é sensibilidade para saber qual teoria se adapta melhor a cada situação em particular.

É comum ouvir de muitos vendedores que a empresa que representam deveria ser mais agressiva em marketing e inovação, o que resultaria no desenvolvimento e lançamento frequente de novos produtos. Para completar o quadro de competitividade, sugerem que a empresa seja também um pouco mais agressiva em preços.

Tais reivindicações podem, por vezes, fazer sentido. Contudo, esses vendedores precisam também olhar para si mesmos como um elemento de inovação, ou seja: Quanto eles têm se preocupado em atualizarem-se a si mesmos? Quanto estes têm sido inovadores em suas técnicas de vendas? Com que frequência reciclam os próprios conhecimentos técnicos e comerciais sobre o que pretendem oferecer ao mercado?

Vender consiste em encontrar os melhores argumentos e oferecer ao cliente soluções que o ajude a sair da crise politico/econômica instalada no mercado já faz vários anos. Apresentar argumentos e sugestões que o livre do sentimento de culpa por gastar em tempos difíceis e fazê-lo perceber que se o governo não faz a parte dele é preciso que façamos a nossa. Ficara parado esperando a banda passar, vai ajudar em, absolutamente, nada. Fazer nada nos deixará à toa na vida, porém, nosso amor não vai nos chamar!

Na maioria das vezes, o enfoque principal em uma negociação é o valor monetário, porém há muitos outros valores que podem convencer um cliente a optar por esta oferta ao invés daquela, ainda que o valor monetário não seja o mais em conta. Entre estes valores encontram-se a credibilidade, a segurança de entrega, a disponibilidade, o apoio técnico, a funcionalidade, a garantia de reposição de peças, o maior valor de revenda, a produtividade, a qualidade, o custo final, a amizade, a excelência no atendimento e assim por diante.

Perceber a quais desses argumentos e benefícios um cliente poderia estar mais suscetível a aceitar e encontrar uma forma inovadora e eficaz de acessar a percepção do mesmo é o que fará toda a diferença no êxito em vendas.

Marcondes, 8 de abril de 2016     02:46






0 Comentários

Deixe o seu comentário!